segunda-feira, 5 de abril de 2010

Semana Santa





Sorriso mais gostoso da Mamãe!
Essa eu tinha 1 mês.




Uma coisa que eu li (ou alguém falou, não lembro...) e me ajudou muito foi: dê ao bebê o direito de chorar. Porque às vezes eles têm que chorar, simples assim.
E tá tudo bem, é normal, alivia.
A ansiedade das mães em acalmar o choro a qualquer custo pode ser mais enervante pro bebê do que chorar por um tempinho pra descarregar a tensão.
Sei lá se isso é verdade, mas eu gostei do raciocínio, e isso me acalmou um pouco. Quando a Gabi Chora e não é fome, não é frio/calor, não é a fralda suja e não é dor (ok, a gente nunca sabe ao certo, mas choro de dor em geral é mais desesperado e estridente), eu simplesmente pego ela, faço um chameguinho gostoso e espero a manha passar. Sem pânico, sem afobação, sem tentar de tudo desesperadamente. Há!, tem outra dica que eu li e a-do-rei: mamães, usem tampões, sem culpa! Não para não ouvir e ignorar, mas pro choro não arder tanto na orelha. kkkkk
2 meses





Todo mundo sabe que peito de mãe não tem dono.

A gente passa a vida guardando os peitos dos olhares alheios pra descobrir que, uma vez mãe, o peito cai na roda e se mostra para quem estiver por perto, sem respeitar raça, cor ou credo. Acontece que o peito fica à total disposição nossos filhos, na hora e local em que eles bem entenderem. Azar de quem não gostar - no caso, a proprietária do par em questão.

Comigo começou no pré-parto. A camisolinha semi-transparente do hospital não cobria nada, e dá-lhe visitas de boa sorte. Em vias de parir, a última coisa na minha cabeça era o fato de estar expondo os peitos pras visitas, até porque eu estava prestes a expor coisas bem mais íntimas para pessoas bem menos íntimas.

Quando Gabrielle, com horinhas de nascida, veio para o meu colo, veio junto a mão da enfermeira, sem a menor cerimônia, pra pegar meu mamilo enfiar na boca da pobre criança.
Pronto, perdi os peitos, pensei.

De fato, eles viraram domínio público dali em diante. Precisando, saco a peitola e faço o serviço onde for preciso. A Gabi nem sempre coopera e, bobinha, dá de não encontrar o mamilo nas horas mais embaraçosas, adiando por longos minutos a conveniente cobertura mamária proporcionada pelo cabeção.

Some-se isso ao fato de mamilos rachados precisarem de ar pra cicatrizar e inviabilizarem qualquer tentativa de se colocar uma blusa: eu agora ando semi-desnuda pela casa, tal qual uma índia tupinambá. Na frente das visitas, inclusive. De vizinhos a amigos mais chegados, não escapou ninguém. Paguei peitinho na frente de amiga, Namorado de amiga, Pai de amiga, Sogro, sogra, tios, cunhado. E por aí vai.

É tipo calcinha da Britney Spears: só não viu quem não quis.